O que são as pics?
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As PICS (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde) são um conjunto de abordagens de cuidados em saúde consideradas não convencionais e que têm origem histórica em diversas culturas e em diferentes regiões do mundo.

Muitas dessas práticas estão agora ganhando mais reconhecimento nos sistemas de saúde modernos.

Estamos falando de medicinas tradicionais, como a Medicina Tradicional Chinesa, a Medicina Ayurvédica, a Medicina Homeopática, a Medicina Antroposófica, a Medicina Koreana, a Medicina Indígena, a Medicina Unani e muitas outras que são reconhecidas e valorizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mas também estamos falando de recursos terapêuticos como acupuntura, meditação, osteopatia, biodança, reiki, fitoterapia e muito mais.

A OMS reconhece e apoia o uso destas medicinas tradicionais e práticas integrativas. Em 2019, a OMS registrou em seu relatório global que 50% dos países já estavam realizando alguma iniciativa para integrar as PICS, seja definindo políticas, estratégias, ou ampliando as pesquisas e a oferta à população (WHO, 2019).

Um estudo realizado nos Estados Unidos demonstrou que, desde 2009, os principais centros de tratamento do câncer têm oferecido cada vez mais terapias integrativas em resposta às necessidades de seus pacientes. As modalidades mais populares são as práticas corporais, acupuntura, meditação, yoga, massagem e musicoterapia (Yum et al, 2017).

No Brasil, essas práticas ganharam visibilidade com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) de 2006, sendo incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) para promover a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida de forma abrangente e humanizada (Brasil, 2006).

Algumas dessas abordagens já possuem robustas evidências científicas e são consideradas estratégias importantes, principalmente no contexto da Atenção Primária à Saúde. Possuem grande potencial para contribuir e complementar a medicina convencional (biomedicina), promovendo a saúde de forma individual e coletiva.

· Voltadas para prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde

· Visão integral – consideram o ser humano como um todo, ou seja, com suas dimensões físicas, mentais, emocionais e espirituais, e não apenas a doença

· Vitalistas – atuam na força ou energia vital buscando seu equilíbrio e estimulando o poder de autocura do próprio corpo

· Abordagem personalizada – tratamentos são adaptados às necessidades de cada indivíduo

· Relacional – terapeuta e usuário estabelecem uma relação de confiança, humanizada e acolhedora, que considera o ser em todas as suas relações

· Tecnologias mais baratas – as PICS geralmente usam recursos da natureza e tecnologias de baixo custo

· Possuem um custo-benefício vantajoso para usuários e sistemas de saúde

· Atendem a uma demanda crescente: Muitas pessoas buscam abordagens mais naturais e holísticas para cuidar da saúde;

· Já existe uma forte tendência global para incorporar as PICS nos sistemas de saúde nacionais;

· Reconhecimento oficial: No Brasil, as PICS são reconhecidas e oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006, através da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC);

· Quando usadas de forma complementar aos cuidados médicos convencionais podem potencializar os resultados.

· Evidências científicas: Algumas PICS já possuem robustas evidências científicas. Para outras, ainda é necessário ampliar os esforços de pesquisa.

· Abordagem centrada no paciente: As PICS promovem uma relação mais próxima entre profissional de saúde e paciente, incentivando a participação ativa no processo de cura e auto-cuidado.

· BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS - PNPIC-SUS, Brasília, 2006. 92 p.

· BRASIL, Ministério da Saúde. Práticas Integrtivas e Complementares em Saúde (PICS). Disponível em: < https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics >

· LIN, C. A., HSING, W. T., PAI, H. L.. Acupuntura: prática baseada em evidências. Revista de Medicina. v. 87, n. 3, p. 162–165, 2008.

· PEIXOTO, J. L., GUIMARÃES, B., PIRES, M. D., ALMEIDA J. Í. A. J. Efeitos da meditação sobre os sintomas da ansiedade: uma revisão sistemática. Revista Psicologia, Diversidade e Saúde. v. 10, n. 2, p. 306–316, 2021.

· WHO, World Health Organization. Traditional medicine strategy: 2014-2023. Geneva: World Health Organization, 2013. Disponível em: < https://www.who.int/publications/i/item/9789241506096 > Acesso em 22 set 2020.

· WHO. World Health Organization. Who Global Report on Traditional and Complementary Medicine 2019. Geneva, 2019. ISBN 978-92-4-151543-6 . < https://www.who.int/publications/i/item/978924151536 > Acesso em 17 jan 2022. World Directory of Medical Schools. Foundation for Advancement of International

· YUN, H., SUN, L., & MAO. Growth of Integrative Medicine at Leading Cancer Centers Between 2009 and 2016: A Systematic Analysis of NCI-Designated Comprehensive Cancer Center Websites.. Journal of the National Cancer Institute. Monographs. V.2017, n.52, 2017. https://doi.org/10.1093/jncimonographs/lgx004.