Medicina primitiva
Homem pré-histórico preparando alimentos - imagem gerada em coautoria com inteligência artificial (Leonardo AI)
A medicina primitiva pré-histórica tem suas origens no Paleolítico, conforme evidências descobertas pela paleopatologia. Essa ciência estuda vestígios de doenças e tratamentos em restos humanos antigos, como a trepanação craniana (uma cirurgia que envolve a perfuração do crânio).
Na medicina primitiva, o uso da culinária como tratamento é considerado uma das primeiras práticas de saúde. Isso começou quando o homem passou a cozinhar os alimentos. Com o tempo, a dieta foi adaptada para atender às necessidades dos doentes. Assim, a medicina primitiva pode ser vista como uma forma de culinária personalizada para fins terapêuticos.
Egito (4.500 a.C.)
Fonte: imagens gratuitas Unsplash
A medicina egípcia é considerada uma das mais antigas, com origens que remontam a 4.500 a.C. Os egípcios foram pioneiros em cirurgias e mestres na arte da mumificação. Eles usavam ervas e substâncias aromáticas para preservar corpos por milhares de anos. Além disso, extraíam óleos de plantas para criar incenso, uma das primeiras formas de aromaterapia. Papiros médicos datados de 1600 a.C. revelam que já tratavam diversas doenças com ervas e óleos aromáticos.
Os egípcios também cuidavam da beleza. Eles usavam leite azedo, sais e alabastro para melhorar a aparência da pele. Para a realeza e os ricos, criavam cremes com ácidos de frutas, como cana-de-açúcar e manga.
A reflexologia, uma prática antiga de cura, era usada por egípcios, indianos e chineses. Essa técnica ajuda a restaurar o equilíbrio do corpo aplicando pressão em partes específicas dos pés e das mãos. Isso pode aliviar dores em áreas correspondentes do corpo, pois as zonas reflexas nos pés e mãos estão conectadas a outros órgãos e partes do corpo.
Índia (2.500 a.C.)
Homem indiano escrevendo um livro – Imagem gerada em coautoria com inteligência artificial (Leonardo AI)
Os antigos indianos, por volta de 2.500 a.C., escreveram sobre medicina em seus livros sagrados hindus, conhecidos como Vedas. Isso deu origem à Medicina Tradicional Indiana, chamada de Ayurvédica, que se baseia nos conceitos de longevidade e nutrição para a vida.
Yogue em postura de meditação (Imagem gerada por Leonardo AI)
O Yoga nasceu na Índia, em uma época anterior aos Vedas, como uma prática espiritual que visava a união do eu com o Divino.
O Yoga da verdadeira tradição indiana é mais do que um conjunto de exercícios físicos. Ele inclui práticas meditativas e espirituais que promovem, além da saúde e do bem-estar, novos propósitos e significados para a vida e o viver.
China (2.700 a.C.)
Prática do Tai chi - Imagem gerada em coautoria com inteligência artificial (Leonardo AI)
O legado da civilização chinesa na área da saúde é uma rica herança viva, praticada até hoje por milhares de pessoas no mundo. Trata-se de uma medicina naturalista que recebeu grande influência de Lao Tzu, fundador do Taoísmo e autor do “Tao Te Ching”. Essa influência é evidente nos textos fundamentais da Medicina Tradicional Chinesa, como o " Clássico de Medicina Interna do Imperador Amarelo".
A Medicina Tradicional Chinesa, assim como as outras medicinas tradicionais, é vitalista, ou seja, baseia-se na força ou energia vital denominada Qi. Este é o princípio fundamental da arte de cura e das artes marciais chinesas. O desequilíbrio no fluxo desta energia vital é considerado a causa primordial das doenças.
A racionalidade médica chinesa é um conjunto de disciplinas apoiadas em Cinco Pilares: Farmacoterapia Chinesa, Acupuntura e Moxabustão, Dietética Chinesa, Massoterapia Chinesa (Tui Na) e Exercícios Fisicos Chineses (Qi Gong, que significa “exercício físico”). Vale esclarecer que o Tai Chi Chuan é uma arte marcial, que é uma das muitas formas de Qi Gong.
A acupuntura, uma das técnicas mais famosas, envolve a utilização de agulhas em pontos específicos do corpo por onde passam os meridianos do Qi. O objetivo é equilibrar e estimular os processos de cura do próprio corpo.
Fonte: Imagem gratuita Unsplash
Dois dos textos mais antigos e importantes da medicina chinesa são o "Huang Di Nei Jing" (O Clássico Interno do Imperador Amarelo) e o "Shen Nong Ben Cao Jing", o Clássico de Shennong sobre as plantas medicinais, datado de 2.700 a.C.
Grécia (1.300 a.C.)
Hipócrates - Fonte: Wikimedia commons
Na Grécia antiga, as práticas de cura envolviam magia, lendas e crenças místicas. Por volta de 500 a.C., destaca-se a figura de Hipócrates e sua Teoria dos Humores. Esta teoria influenciou a medicina ocidental por muitos séculos, conferindo a Hipócrates o reconhecimento como "pai da medicina".
Segundo Hipócrates, os movimentos dos quatro elementos da natureza geravam a vida e influenciavam os quatro humores ou fluidos no corpo humano: sangue, fleuma, bile amarela e bile negra. Esses humores, com suas qualidades associadas (quente, frio, úmido e seco), formavam o microcosmo humano, que refletia o macrocosmo.
O ser humano era visto como um todo conectado à natureza. A doença seria o resultado do desequilíbrio neste sistema, cabendo ao médico apoiar o esforço de autocura da natureza. A dietética era considerada a base para a cura.
Na época de Hipócrates, a aprendizagem médica era prática e baseada na observação direta dos pacientes. Não existiam hospitais ou escolas de medicina formais.
A medicina praticada por Hipócrates serviu como modelo para os cuidados básicos de saúde modernos. O médico hipocrático necessitava de um conhecimento profundo e detalhado de seu paciente, incluindo suas condições sociais, econômicas e familiares, hábitos de vida, alimentação, status social (escravo ou homem livre) e predisposições a doenças.
A medicina hipocrática és uma referência importante para muitos terapeutas modernos praticantes das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). Essa abordagem estava enraizada na cultura grega e considerava o paciente de forma integral, alinhando-se com o desejo atual por uma medicina que trate o indivíduo como um todo.
Roma 27 a. C.
Banhos romanos – Imagem gerada em coautoria com inteligência artificial (Leonardo AI)
A medicina romana foi fortemente influenciada por civilizações anteriores, como a grega e egípcia. Os romanos adotaram e adaptaram o conhecimento médico dessas culturas, estabelecendo hospitais como o Valetudinarium para soldados e escravos, que estavam entre os primeiros centros de tratamento do mundo. Os romanos aperfeiçoaram a aromaterapia com as saunas e banhos.
Galeno, um proeminente médico grego no Império Romano, desempenhou um papel importante na integração e no avanço do pensamento médico e filosófico, deixando um impacto duradouro na medicina antiga e moderna. A filosofia médica de Galeno era caracterizada por uma abordagem ampliada, que enfatizava a unidade da mente e do corpo, e a conexão do corpo com seu ambiente. Galeno promoveu a integração da medicina com a ética prática, explorando a patologia das emoções e o papel social da medicina.
Com declínio e queda do Império Romano (117 a 376 d.C.), surgiu uma nova era que ficaria conhecida como Idade Média. Por mil anos, do século V ao XV, o continente europeu foi coberto por um véu de obscurantismo e incertezas, levando muitos a chamarem este período de "Idade das Trevas".
O primeiro treinamento médico formal na Europa medieval nasceu no coração da Itália com a fundação da Escola de Salerno no século IX. Esta instituição pioneira, de tradição greco-romana, mesclava as culturas árabe e judaica. Ela recebia estudantes de todos os credos, incluindo mulheres, que podiam atuar como professoras ou estudantes.
Idade moderna - Renascimento (séc. XIV ao XVI)
Mona Lisa – Leonardo da Vinci – 1503 a 1506 – 77 cm x 53 cm – óleo sobre painel de álamo – Museu do Louvre, Paris
O ano de 1453 marcou o início de uma nova era na Europa. Este período, conhecido como Idade Moderna, estendeu-se até 1789, quando a Revolução Francesa sacudiu o mundo com seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.
No coração deste período surgiu o Renascimento, um movimento que durou dois séculos, do XIV ao XVI. O Renascimento redesenhou as estruturas sociais, políticas e econômicas da Europa. O feudalismo deu lugar ao capitalismo nascente.
A Renascença foi um período de grande efervescência nas artes, ciências, filosofia e literatura. O misticismo e o dogmatismo religioso, que por muito tempo haviam dominado o pensamento europeu, começaram a ceder espaço para a racionalidade e a observação científica. O homem, antes visto como uma pequena peça no grande tabuleiro divino, agora se encontrava no centro da criação, dando origem ao Humanismo, a principal corrente filosófica da época.
Este renascimento intelectual e artístico foi como uma primavera cultural, fazendo brotar talentos extraordinários. Gênios como Leonardo da Vinci, Michelangelo, Nicolau Copérnico e Galileu Galilei emergiram, deixando sua marca indelével na história da Hsumanidade. Suas obras e ideias, como sementes lançadas ao vento, continuam a germinar e florescer até os dias de hoje.
Homem Vitruviano – desenho de Leonardo da Vinci datado de 1490 – lápis e tinta sobre papel – 34 x 24 cm - localizado na Galerie dell’ Academia em Veneza, Itália.
O Homem Vitruviano é mais do que apenas um desenho. Ele representa a busca do homem renascentista pela perfeição e harmonia. Leonardo da Vinci, ao criar essa obra, buscava entender as proporções ideais do corpo humano e sua relação com o universo. O círculo representa o divino e o infinito, enquanto o quadrado representa o material e o finito.
O campo da medicina também contou com figuras revolucionárias, tais como Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, mais conhecido como Paracelso.
Paracelso (1493-1541)
Paracelso (1493 – 1541) foi um médico suíço, alquimista, teólogo e filósofo com grande influência na “revolução médica” do Renascimento. É considerado um revolucionário da ciência precursora da farmacologia e da medicina moderna. Paracelso praticava a espargiria, ou seja, a aplicação da arte da alquimia na preparação de tinturas vegetais e metálicas. Em sua terapia utilizava o princípio da semelhança (semelhante cura semelhante).
Com o surgimento da imprensa em 1450 foi possível disseminar o conhecimento através de textos impressos, o que ampliou a leitura das obras clássicas para a população.
Outro marco importante no período do Renascimento foi o início da Era dos Descobrimentos, na qual principalmente portugueses e espanhóis exploraram intensivamente a África, as Américas e Ásia em busca de novas rotas de comércio.
Brasil (1500)
Pajé da época colonial – imagem gerada em coautoria com inteligência artificial (Leonardo AI)
No Brasil, antes da chegada dos europeus, as práticas de saúde indígenas eram diversificadas e refletiam a rica diversidade étnica e cultural dos povos sul-americanos.
Os povos indígenas utilizavam uma grande variedade de plantas medicinais da flora nativa (fitoterapia), preparadas de diferentes formas, incluindo soluções orais, inalações e cataplasmas.
Mulher indígena (imagem gerada por Leonardo AI)
As práticas de cura envolviam rituais místicos onde os pajés e curandeiros desempenhavam um papel sagrado, que construía pontes entre as forças visíveis e invisíveis da natureza. Uma busca de cura que transcendia o físico e se conectava ao espiritual na busca do equilíbrio com as forças primordiais da vida.
Os pajés iniciavam suas consultas interrogando os doentes sobre seus hábitos e sintomas. Além das plantas medicinais, eram utilizados sangue humano e animal, saliva como cicatrizante e partes de animais como cobras e onças.
As doenças mais comuns entre os indígenas antes da colonização eram febres, disenterias, problemas de pele e bócio endêmico. De acordo com os registros históricos, a saúde dos povos indígenas era geralmente boa, e muitos morriam de causas naturais relacionadas à velhice. No entanto, a chegada dos europeus e, posteriormente, dos africanos ao continente americano introduziu novas doenças. Essas enfermidades, para as quais os indígenas não tinham imunidade, causaram a morte de grande parte dessas populações..
Por outro lado, o intercâmbio com europeus e africanos levou à incorporação de novos elementos nas práticas de cura indígenas.
Nas sombras do Brasil colonial, os africanos escravizados cultivavam uma arte de cura secular, que envolvia magia e um profundo conhecimento de ervas medicinais, de venenos e antídotos. Este conhecimento, trazido através do oceano, não era apenas medicina, mas um ato de resistência que mantinha viva a Medicina Tradicional Africana.
Nas tradições africanas, a arte de curar ia além do físico, envolvendo também o espiritual. Os curandeiros(as) africanos(as) utilizavam diversas abordagens que incluíam rezas, benzeduras e rituais, além de ervas medicinais e partes de animais. Os rituais contavam com rezas, músicas, danças e oferendas. Buscava-se a conexão com as forças da natureza e o equilíbrio entre corpo e espírito.
A contribuição dos europeus para a medicina tradicional brasileira envolveu a introdução de conhecimentos médicos científicos, a fundação de instituições de saúde e a integração de práticas indígenas e africanas.
Os jesuítas, fascinados pela rica flora brasileira, dedicaram-se ao estudo das propriedades curativas das ervas nativas. Eles documentaram esses conhecimentos em diversos escritos, iniciando os primeiros estudos farmacológicos no país. Essas pesquisas basearam-se em observações empíricas e no contato direto com várias etnias indígenas, resultando em uma fusão do saber erudito europeu com o conhecimento tradicional indígena.
Os jesuítas atuaram na fundação de hospitais e boticas. Esses estabelecimentos, além de oferecerem assistência médica, funcionavam como centros de aprendizagem de conhecimentos médicos. As boticas tornaram-se locais de produção e distribuição de medicamentos, integrando saberes europeus, indígenas e africanos.
Embora os europeus inicialmente condenassem as práticas mágicas e xamânicas dos indígenas e africanos, acabaram por incorporar alguns desses conhecimentos em suas práticas médicas. Na medicina colonial, os cirurgiões-barbeiros desempenharam um papel de destaque. Apesar de não serem médicos convencionais, eles realizavam diagnósticos, prognósticos e intervenções terapêuticas, que iam desde extrações dentárias até pequenas cirurgias.
A primeira faculdade médica brasileira foi a Universidade Federal da Bahia, fundada em 1808.
Manter viva a cultura e a Medicina Indígena brasileira é um desafio contemporâneo crucial, especialmente frente à crescente perda de território e aos impactos da modernização. Esses saberes ancestrais, que conectam comunidades à sua identidade e história, correm o risco de se extinguir sem o reconhecimento e a valorização adequados. O livro "Pohã Ñana: Fortalecimento, território e memória Guarani e Kaiowá" exemplifica um esforço significativo para aproximar o público do rico universo do conhecimento tradicional dos Guarani e Kaiowá. Esta obra, fruto da colaboração entre a Fiocruz e o povo indígena, resulta da pesquisa sobre práticas de cura e plantas medicinais mais prevalentes entre essas comunidades. Seu objetivo é proporcionar aos leitores uma conexão profunda com as experiências ancestrais dos ñanderu e ñandesy, através de um diálogo construído com os jovens das aldeias, que foram integrados como pesquisadores e colaboradores. Ao apresentar esses relatos e aprendizados, o livro não apenas valoriza o saber medicinal tradicional, mas também fortalece a identidade cultural e a memória dessas comunidades (Basta et al, 2020).
Revolução científica séc. XVI a XVII
René Descartes – Fonte: Wikimedia Commons
O período entre os séculos XVI e XVII, também conhecido como "revolução científica", tem suas origens nas grandes mudanças de visão e organização do mundo que ocorreram durante o Renascimento (do século XIV ao XVI). Essas transformações se manifestaram através da literatura, das artes, das ciências, da tecnologia, da filosofia e da cosmologia.
Os principais pensadores do período foram René Descartes (1596-1650) e John Locke (1632-1704), que desenvolveram teorias do conhecimento: o racionalismo e o empirismo.
René Descartes, filósofo e matemático, foi um dos principais criadores do racionalismo, uma corrente filosófica importante do século XVII. Ele se afastou da escolástica, que misturava filosofia e teologia, e criou um sistema de pensamento focado no indivíduo que pensa. Sua filosofia destacava a importância de ideias claras e distintas, que ele acreditava serem inatas e presentes na mente, independentemente dos sentidos.
Descartes viveu em um período de grandes transformações científicas, conhecido como o século da nova ciência. Esse período trouxe uma nova visão do mundo, marcada pela revolução científica que secularizou o pensamento e desenvolveu um modelo cognitivo inovador – o método cartesiano. Essa revolução incluiu avanços na astronomia, com o heliocentrismo de Copérnico e as contribuições de Kepler, assim como na física, com Galileu e Newton.
Uma das grandes inovações da ciência moderna foi o surgimento do método científico. Descartes contribuiu significativamente para isso ao buscar um método de conhecimento baseado na evidência e no rigor analítico. Ele utilizava ideias claras e distintas de forma ordenada e lógica. Sua abordagem influenciou não apenas a filosofia, mas também o desenvolvimento da ciência moderna e a compreensão da mente humana.
Assim, Descartes propôs a separação entre mente e corpo. Um movimento reducionista que buscava entender as partes para compreender o todo. Com isso, influenciou a medicina ocidental tal como a conhecemos hoje.
A medicina moderna evoluiu como disciplina científica ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX, mudando seu foco do doente como um indivíduo integral e singular para a doença como um fenômeno. A medicina passou a se concentrar mais nos sintomas e nas causas das doenças.
Essa mudança levou a uma abordagem médica que prioriza a eliminação de doenças específicas no corpo, deixando de lado tratar o paciente como um todo. Como resultado teórico e prático, os conhecimentos médicos tradicionais foram excluídos da medicina científica moderna. Esses saberes tradicionais baseiam-se na ideia de forças vitais e na expressão individual do desequilíbrio como causas das doenças, o que difere fundamentalmente dos saberes convencionais.
Com esse panorama histórico, podemos refletir sobre os movimentos que levaram à separação da biomedicina das medicinas tradicionais.
Somente nas últimas décadas foi iniciado um esforço global para tentar reunir a racionalidade biomédica (convencional, científica, tecnológica, mecânica, foco na doença) com a racionalidade médica vitalista (integrativa, complementar, holística, não convencional)
Das pirâmides do Egito aos templos da Grécia, das florestas da Amazônia aos mosteiros do Tibet, cada cultura desenvolveu sua própria forma de entender e tratar os males do corpo e da alma. Essas práticas médicas, sejam elas convencionais ou não convencionais, são como rios que fluem de fontes ancestrais de conhecimento, carregando consigo a sabedoria acumulada ao longo de milênios.
BASTA, Paulo; SOUSA, Islândia; BEVACQUA, Ananda; BENITES, Aparecida; (orgs.). Pohã Ñana; nãnombarete, tekoha, guarani ha kaiowá arandu rehegua = Plantas medicinais: fortalecimento, território e memória guarani e kaiowá.
Recife: Fiocruz-PE, 2020. 350 p. ISBN 978-85-69717-22-5.
Link para download:
https://www.cpqam.fiocruz.br/uploads/Arquivos/a6445e13-e434-4e6e-aaa5-1ed724747545.pdf
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